Estado pagará até R$7 milhões pelo fracasso nas operações do Banrisul

A Comissão de Economia, Desenvolvimento Sustentável e do Turismo recebeu, na manhã desta quarta-feira (25), a participação do secretário estadual da Fazenda, Marco Aurélio Santos Cardoso, para prestar esclarecimentos sobre a operação da venda das ações do Banrisul. Após apresentação do mesmo, onde apresentou os passos para as vendas de ações no mercado brasileiro, ele foi questionado pelos parlamentares presentes.

O deputado Fernando Marroni (PT), titular da comissão, questionou Marco Aurélio sobre a política adotada pelo banco “se de fato o Banrisul é o nosso maior ativo e também é o potencial para alavancar o desenvolvimento, uma vez que tem uma carteira de R$34 bilhões e hoje teria condições de alavancar mais R$9 bilhões, sendo metade disso a curto prazo, porque o banco não toma uma atitude em relação a isso e investe no desenvolvimento?”.

O petista continuou perguntando se as condições eram boas, se referindo a venda das ações, se tudo estava correto, “não sei quanto se gastou em viagens e contratação de agências, quero saber quanto o Banrisul gastou na tentativa de vendas destas ações, afinal quanto foi o prejuízo?”. Em seguida, a resposta causou burburinho entre os presentes no plenarinho da Assembleia Legislativa, momento em que o secretário da Fazenda afirmou que a operação custará até R$7 milhões e será paga pelo governo do Estado e não pelo banco.

Marco Aurélio defendeu a operação afirmando que “o que saiu aqui e ali eu atribuo a ruídos a injustiças”. E continuou “a remuneração destas operações também segue padrão de mercado, o Estado contratou o Banrisul que contratou agentes. A comissão só se dá se a oferta for concluída e ela não foi. Porém, há o reembolso de despesas fixas dos consultores jurídicos e agentes. Estas são contratadas com um teto máximo que é de R$7 milhões e este é pago pelo Estado”. Ele afirmou que o gasto é do RS por ser o interessado na operação.

Para o parlamentar petista destacou que as notícias da imprensa especializada mostram que a operação foi caótica, desorganizada e isto demonstra o despreparo dos agentes envolvidos que resultou no fracasso da mesma, além de mais dividendos para um Estado que já tem problemas financeiros.

Fonte: Assembleia Legislativa do RS